Patrícia Camargo

Patrícia Camargo - Formação em Psicanálise Clínica com o Prof. Wilson Cerqueira, do Centro de Estudos em Psicanálise Clínica, filiado à Associação Brasileira de Psicanalistas Clínicos (ABPC).

Realiza atendimentos como Psicanalista Clínica em Sorocaba e Campinas.

Também trabalha há mais de 7 anos com Coaching de Vida e é especialista em Coaching Afetivo. É conciliadora da Justiça Federal e autora dos blogs Coaching Afetivo e Psicanálise Sorocaba.

Por que fazer Psicanálise ?
Porque em algum momento de nossas vidas sofremos traumas, sentimos mágoas, culpas, frustrações, perdemos o rumo, nos desconhecemos, buscamos ser melhores do que somos e sabemos que podemos ir além.

Geralmente, as pessoas não têm consciência das diversas causas que determinam seus comportamentos e suas emoções. Estas causas estão em nosso inconsciente, e através de um Processo Psicanalítico, é possível compreendermos por que agimos como agimos e como podemos ser pessoas melhores, mais equilibradas e conscientes de nossos atos e escolhas.

Através do método da Individuação desenvolvido por Jung, paciente e analista buscam juntos a resolução dos conflitos mediante sua re-significação, possibilitando a ampliação da consciência do paciente. Com a interpretação do material trazido pelo paciente, o Processo Psicanalítico possibilita o surgimento de novos caminhos e novas possibilidades para que o paciente tenha uma vida plena e feliz.

Contatos pelo e-mail psicanalise@patriciacamargo.com.br ou pelos celulares (15) 9 9855-2277 / (19) 9 9739-4019 (What´s app)


Link da matéria da TV Tem (Afiliada da Rede Globo em Sorocaba) em que Patrícia Camargo é entrevistada sobre como realizar seus sonhos :



sábado, 18 de abril de 2015

Pessoas de mal com a vida


Em nosso dia a dia convivemos com diversas pessoas. As mais próximas moram conosco ou são nossos familiares mais chegados como pais, irmãos, cônjuge e filhos. Convivemos com várias pessoas no trabalho e também nos lugares em que frequentamos como academias, escolas, associações, clubes, grupos de afinidades, entre outros. E neste convívio diário, vamos estreitando laços com que temos mais afinidades. Mas uma coisa é quase sempre inevitável : mais cedo ou mais tarde nos deparamos com pessoas que estão de mal com a vida.

Às vezes pode ser o porteiro do seu prédio, que mesmo vendo você sobrecarregada com compras, não faz a gentileza de lhe abrir a porta do elevador. Pode ser seu vizinho, que teima em estacionar seu carro sempre atrapalhando a sua garagem. Pode também ser alguém de quem você precise um documento, uma aprovação, uma confirmação... enfim, as pessoas de mal com a vida sempre estarão no seu caminho.

O inverso também é verdade. Outro dia me surpreendi ao ser ajudada por uma senhora no supermercado que me viu apreensiva com tantas sacolas de compra na mão tendo que atravessar uma rua movimentada. Sem eu pedir ou sem ao menos eu notar sua presença, ela se ofereceu pra me ajudar a colocar minhas compras no carro. Quanta gentileza !

Em outra ocasião, uma senhora bateu no meu carro bem de leve, no intervalo entre o sinal amarelo e vermelho. Eu desci imediatamente do meu carro para ver o suposto estrago e para minha surpresa, a senhora veio em minha direção me abraçando, perguntando se eu havia me machucado. Não, eu não havia me machucado, nem meu carro havia sido amassado, mas a delicadeza dela em me abraçar e a preocupação dela em se certificar de que eu estava bem, me comoveram num mundo tão agitado e 
cheio de pessoas que não estão nem um pouco preocupadas com as outras.

Quando você encontrar pessoas de mal com a vida, só lhe resta lamentar por elas. Talvez dando-lhes um abraço ou lhes desejando um bom dia numa atitude verdadeiramente desinteressada possa quebrar um pouco o gelo, quem sabe lhes mostrar que pode haver cuidado e gentileza neste mundo acelerado como o nosso. Pensei em enviar um bilhete na última vez que encontrei uma pessoa assim com os dizeres “Seja feliz”, mas não o fiz. E se ela tomasse aquilo como uma provocação ? Não, não era provocação, era quem sabe o despertar para um mundo fora dela, mais colorido, mais humano, menos burocrático e sisudo.

Se pessoas de bem com a vida cruzarem seu caminho, dê-lhes ao menos um sorriso para demonstrar que compartilha com elas de sua felicidade no viver. E se as de mal com a vida também cruzarem o seu caminho, procure dar-lhes o mesmo sorriso, desta vez na intenção de lhes mostrar que não vale a pena o mau humor e a agressividade ou a rigidez, mas sim a alegria de viver e espalhar bom astral por onde você passar.