Patrícia Camargo

Patrícia Camargo - Formação em Psicanálise Clínica com o Prof. Wilson Cerqueira, do Centro de Estudos em Psicanálise Clínica, filiado à Associação Brasileira de Psicanalistas Clínicos (ABPC).

Realiza atendimentos como Psicanalista Clínica em Sorocaba e Campinas.

Também trabalha há mais de 7 anos com Coaching de Vida e é especialista em Coaching Afetivo. É conciliadora da Justiça Federal e autora dos blogs Coaching Afetivo e Psicanálise Sorocaba.

Por que fazer Psicanálise ?
Porque em algum momento de nossas vidas sofremos traumas, sentimos mágoas, culpas, frustrações, perdemos o rumo, nos desconhecemos, buscamos ser melhores do que somos e sabemos que podemos ir além.

Geralmente, as pessoas não têm consciência das diversas causas que determinam seus comportamentos e suas emoções. Estas causas estão em nosso inconsciente, e através de um Processo Psicanalítico, é possível compreendermos por que agimos como agimos e como podemos ser pessoas melhores, mais equilibradas e conscientes de nossos atos e escolhas.

Através do método da Individuação desenvolvido por Jung, paciente e analista buscam juntos a resolução dos conflitos mediante sua re-significação, possibilitando a ampliação da consciência do paciente. Com a interpretação do material trazido pelo paciente, o Processo Psicanalítico possibilita o surgimento de novos caminhos e novas possibilidades para que o paciente tenha uma vida plena e feliz.

Contatos pelo e-mail psicanalise@patriciacamargo.com.br ou pelos celulares (15) 9 9855-2277 / (19) 9 9739-4019 (What´s app)


Link da matéria da TV Tem (Afiliada da Rede Globo em Sorocaba) em que Patrícia Camargo é entrevistada sobre como realizar seus sonhos :



quinta-feira, 25 de agosto de 2016

A importância do perdão


Todos sabem que o perdão é importante em nossa vida mas poucos conseguem de fato praticá-lo. Não é mesmo uma tarefa fácil. Naturalmente nos cobramos e também cobramos dos outros, atitudes e comportamentos. Muitas vezes agimos da uma maneira diferente da que gostaríamos. Por agirmos assim, colhemos arrependimento e é este arrependimento que irá nos acompanhar em nossa vida até que possamos exercer o perdão.

O perdão é algo que concedemos – ao outro e a nós mesmos. Frequentemente entendemos que para o outro merecer nosso perdão, ou fazemos um exercício de humildade e admitimos nosso erro, ou esperamos que o outro faça um exercício de humildade e admita seu erro, para que possamos perdoá-lo. Mas se precisamos que o outro nos peça perdão para perdoá-lo, será que estamos genuinamente prontos para lhe oferecer o perdão ? Na verdade, se estamos de fato prontos para perdoar o outro, pouco importa se ele pediu ou não pelo seu perdão.

E quando acontece conosco, quando devemos nos conceder o auto perdão ? Também não é diferente. Pode até ser mais fácil nos perdoarmos por algo que fizemos e admitirmos o erro. Mas será que conseguimos nos perdoar por algo que não entendemos como erro mas que de alguma forma gerou uma consequência ruim para alguém ? Também neste caso, pouco importa se erramos conscientemente ou se erramos mesmo que fosse na intenção de acertar. Merecemos nosso auto perdão simplesmente porque sabemos de alguma forma, mesmo que inconscientemente, que agimos de forma errada.

Como certo e errado são questões relativas, quero chamar a atenção para a essência da questão : devemos tanto perdoar os outros como nos perdoarmos constantemente, independente das causas e consequências. E isto se deve ao simples fato de sermos falíveis. Se não somos perfeitos, naturalmente cometeremos erros, provavelmente magoaremos alguém e infelizmente também nos sentiremos magoados. 

Faça do perdão um exercício diário em sua vida. Conceda perdão aos outros e a você mesmo ! Você terá uma vida mais plena e especialmente mais leve ! Irá desenvolver a empatia e poderá finalmente compreender que todos nós cometemos erros, especialmente nós mesmos. 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Lidando com nossas frustrações


Olhando no dicionário, a definição de frustração é : “o estado de um indivíduo quando impedido por outrem ou por si mesmo de atingir a satisfação de uma exigência pulsional”. De maneira simplista, podemos dizer que frustração é um sentimento que ocorre quando ansiamos por algo e este algo não acontece.

Geralmente nos frustramos por que desejávamos algo e não conseguimos. A frustração é maior quanto mais lutamos por aquilo. Algumas vezes era algo que só dependia de nós mesmos, outras vezes dependíamos de outras pessoas para conseguirmos aquilo.

Vejo filhos frustrados com seus pais simplesmente porque percebem que os pais não os conhecem, estão tão envolvidos com seus problemas e sua rotina que a atenção para os filhos é mínima, e tudo o que eles desejavam simplesmente era atenção. Vejo pais frustrados com seus filhos porque estes não seguiram a carreira desejada por eles. Vejo chefes, empregados, médicos, pacientes, todos frustrados, porque não alcançaram o que desejavam.

E o que podemos aprender com nossas frustrações ? Primeiro, elas nos ensinam a sermos perseverantes.  Porque só nos frustramos se desejamos muito algo e este algo não se realizou. Mas dificilmente nos frustramos por algo que não lutamos pra conseguir. Pode ser que fiquemos tristes, mas pouco frustrados se não fizemos nossa parte para a conquista daquilo. Por isto, independente do resultado, quando frustrados, podemos nos reconhecer mais perseverantes por termos nos proposto a algo e termos lutado por aquilo.

Ao percebermos que aquela “não conquista” não nos derrubou, nos vemos mais fortes também. Porque por mais que não tenhamos alcançado o que desejávamos, sabemos que não vamos desistir. Pode ser que desistamos de lutar por um objetivo A, mas sabemos que logo lutaremos pelo objetivo B. Muitas vezes é na frustração que nos damos conta da nossa força interior para enfrentarmos as adversidades. 

Mas podemos aprender algo ainda mais precioso com as nossas frustrações : o perdão. Muitas vezes nosso sonho foi frustrado por alguém – e está aí uma ótima oportunidade para exercitarmos o perdão. Outras vezes reconhecemos que a falha foi nossa, então só nos restar o auto perdão, sermos brandos e compreensivos conosco, infelizmente não foi desta vez..... 

Quando temos que conviver com algo que não gostamos, temos oportunidade de exercitarmos a paciência, como numa relação em que você espera uma atitude do outro, e ele faz o oposto. Se ele continua agindo daquela forma, exercitamos a tolerância. Se nos damos conta de que o outro não irá mudar, exercitamos a resignação, pois cabe o respeito às pessoas que não agem como gostaríamos, seja por teimosia delas ou por nossa própria teimosia.

Neste caso, aparece o perdão como único modo de conviver com aquela pessoa. Perdão e compreensão, aceitação, ao constatarmos que infelizmente o outro não é como gostaríamos, mas o fator desta união é maior do que esta divergência. Então, em nome de tantas outras afinidades, nos resignamos e perdoamos. E temos assim, mais uma oportunidade de exercitarmos nossa empatia, ao invés de cultivarmos mais uma frustração.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Dificuldade de cortar vínculos


Algumas pessoas têm dificuldades em cortar seus vínculos. Em alguns casos, são filhos que não conseguem cortar vínculos com seus pais. Crescem naquele ambiente familiar, recebem todas as provisões que necessitam para se tornarem pessoas adultas e saudáveis, mas quando se vêem independentes financeiramente, não conseguem romper o vínculo emocional com seus pais e não saem de casa.

Dentro deste perfil, também encontramos pessoas que não desenvolvem sua independência financeira, não estudam, não trabalham e desta forma – além da dependência emocional que possuem – também não conseguem desfazer o vínculo com seus pais também por que a independência financeira não foi alcançada.

Em outros casos, pessoas possessivas e ciumentas não conseguem romper seus vínculos afetivos com cônjuges ou namorados quando a relação chega ao fim. São pessoas que fazem da vida do outro um inferno e têm grande dificuldade de seguirem adiante com suas vidas sem a presença do outro. A dependência emocional também é grande e ser dependente do outro e ter o outro sob controle é o que lhes satisfaz.

Muito tem se falado sobre a “geração canguru”, em que filhos mais velhos continuam morando com seus pais mesmo com condições de constituírem uma família. Engana-se quem pensa que é só uma questão de comodidade e de conforto se manter na casa dos pais. Mais do que isso, falta coragem para saírem de casa e serem independentes emocionais destes pais que tanto lhe proveram quando necessário.

É importante termos consciência de que passamos por diversas fases da vida. Há a fase de sermos filhos, dependentes, em fase de crescimento e aprendizado. E há a fase de sermos independentes, fazermos nossas escolhas, seguirmos nossos caminhos. Escolhas profissionais muitas vezes ainda são pautadas pela influência dos pais na vida dos filhos. Gerações de médico ainda não permitem que aquela nova geração não siga aquela carreira tradicional na família por anos. Mas e se a vocação da pessoa é para outra coisa, vai ficar presa á tradição familiar ? Infelizmente, se não for independente emocionalmente, provavelmente vai.

Os filhos de ontem são os pai de hoje, são constituintes de novas famílias, são educadores morais e emocionais de seus filhos. Devem saber que, mesmo que não queiram, são exemplos para seus filhos e que pelo tamanho de sua responsabilidade, devem ter a preocupação em dar o melhor exemplo para os filhos. E nada mais saudável para todas as partes do que criarem filhos independentes emocionais, capazes de cortarem o vínculo com os pais quando necessário, em busca de suas próprias escolhas e realizações.