Patrícia Camargo

Patrícia Camargo - Formação em Psicanálise Clínica com o Prof. Wilson Cerqueira, do Centro de Estudos em Psicanálise Clínica, filiado à Associação Brasileira de Psicanalistas Clínicos (ABPC).

Realiza atendimentos como Psicanalista Clínica em Sorocaba e Campinas.

Também trabalha há mais de 7 anos com Coaching de Vida e é especialista em Coaching Afetivo. É conciliadora da Justiça Federal e autora dos blogs Coaching Afetivo e Psicanálise Sorocaba.

Por que fazer Psicanálise ?
Porque em algum momento de nossas vidas sofremos traumas, sentimos mágoas, culpas, frustrações, perdemos o rumo, nos desconhecemos, buscamos ser melhores do que somos e sabemos que podemos ir além.

Geralmente, as pessoas não têm consciência das diversas causas que determinam seus comportamentos e suas emoções. Estas causas estão em nosso inconsciente, e através de um Processo Psicanalítico, é possível compreendermos por que agimos como agimos e como podemos ser pessoas melhores, mais equilibradas e conscientes de nossos atos e escolhas.

Através do método da Individuação desenvolvido por Jung, paciente e analista buscam juntos a resolução dos conflitos mediante sua re-significação, possibilitando a ampliação da consciência do paciente. Com a interpretação do material trazido pelo paciente, o Processo Psicanalítico possibilita o surgimento de novos caminhos e novas possibilidades para que o paciente tenha uma vida plena e feliz.

Contatos pelo e-mail psicanalise@patriciacamargo.com.br ou pelos celulares (15) 9 9855-2277 / (19) 9 9739-4019 (What´s app)


Link da matéria da TV Tem (Afiliada da Rede Globo em Sorocaba) em que Patrícia Camargo é entrevistada sobre como realizar seus sonhos :



quarta-feira, 1 de junho de 2016

Sobre pais e filhos “cangurus”


Tem acontecido com certa frequência : pais separados que se casam novamente vivem uma relação de conflito com seu novo cônjuge por causa dos filhos do casamento anterior. 

Isto acontece porque estes filhos de pais separados querem medir forças com madrastas e padrastos, perderam o respeito por seus pais, não se importam em causar conflito com o novo cônjuge do pai ou da mãe, porque são filhos egoístas. Filhos que pensam que os pais vivem pra eles, que não têm pressa em trabalhar, se sustentar, buscar uma carreira, a famosa “geração canguru”. Pra que ter pressa de sair da casa dos pais se ali tudo é permitido ? Se tenho casa, comida e roupa lavada e não pago nada por isso, por que ir embora ?

E assim juntamos dois problemas para revelar uma crise anunciada : filhos que não se tornam independentes e que conflitam com seus pais e com seus novos cônjuges. Pais biológicos que não souberam negociar com seus filhos e impor limites, que os protegeram da vida e agora pagam um preço caro por isso, pois criaram filhos dependentes, sem iniciativa, sem projetos, sem sonhos, acomodados e preguiçosos. Padrastos e madrastas que não têm o direito de repreender filhos alheios mas que sabem exatamente como aquela situação chegou naquele ponto. Eles não se sentem no direito ou numa posição confortável para repreendê-los, mas é exatamente disto que estes filhos precisam.

Muitos podem se perguntar : e como a situação chegou a este ponto ? Chegou a este ponto porque faltou negociação, faltou repreensão, faltou diálogo, faltou amadurecimento, faltou um olhar mais empático sobre a vida dos pais, um olhar mais empreendedor sobre sua própria vida entre tantas outras repostas.

Se você é filho, faça um exercício de se colocar no lugar dos seus pais. Veja tudo o que eles fizeram por você e procure perceber que você tem uma vida pela frente que é sua e não deles. Dê seu primeiro passo, caminhe com suas próprias pernas e viva sua própria vida. Corra riscos, sofra, ria, chore, aprenda.... você sairá vivo desta experiência, tenho certeza ! E muito mais maduro também !

Se você é pai, sempre é tempo de uma nova reflexão, uma nova atitude, uma alternativa diferente para apresentar ao filho. Delegue mais, cobre mais, pague menos, negocie uma contrapartida pela casa, comida e roupa lavada que oferece ao seu filho. Mas não como chantagem e sim como colaboração. Ele pode ainda morar com você, mas deverá ter responsabilidades na casa. E se ainda não as tem, está na hora de tê-las. Está na hora dele perceber o custo das coisas, os momentos da vida em que temos que abrir mão de algo hoje para uma conquista maior amanhã. 

Aprendam a conversar e a negociar. Ambos sairão mais ricos desta experiência, crescerão juntos e poderão até relembrar que um é pai e o outro é filho, e que amanhã pode ser que este pai precise do cuidado deste filho, como um dia este pai o cuidou.