Patrícia Camargo

Patrícia Camargo - Formação em Psicanálise Clínica com o Prof. Wilson Cerqueira, do Centro de Estudos em Psicanálise Clínica, filiado à Associação Brasileira de Psicanalistas Clínicos (ABPC).

Realiza atendimentos como Psicanalista Clínica em Sorocaba e Campinas.

Também trabalha há mais de 7 anos com Coaching de Vida e é especialista em Coaching Afetivo. É conciliadora da Justiça Federal e autora dos blogs Coaching Afetivo e Psicanálise Sorocaba.

Por que fazer Psicanálise ?
Porque em algum momento de nossas vidas sofremos traumas, sentimos mágoas, culpas, frustrações, perdemos o rumo, nos desconhecemos, buscamos ser melhores do que somos e sabemos que podemos ir além.

Geralmente, as pessoas não têm consciência das diversas causas que determinam seus comportamentos e suas emoções. Estas causas estão em nosso inconsciente, e através de um Processo Psicanalítico, é possível compreendermos por que agimos como agimos e como podemos ser pessoas melhores, mais equilibradas e conscientes de nossos atos e escolhas.

Através do método da Individuação desenvolvido por Jung, paciente e analista buscam juntos a resolução dos conflitos mediante sua re-significação, possibilitando a ampliação da consciência do paciente. Com a interpretação do material trazido pelo paciente, o Processo Psicanalítico possibilita o surgimento de novos caminhos e novas possibilidades para que o paciente tenha uma vida plena e feliz.

Contatos pelo e-mail psicanalise@patriciacamargo.com.br ou pelos celulares (15) 9 9855-2277 / (19) 9 9739-4019 (What´s app)


Link da matéria da TV Tem (Afiliada da Rede Globo em Sorocaba) em que Patrícia Camargo é entrevistada sobre como realizar seus sonhos :



sábado, 23 de abril de 2016

Somos nós que cuidamos do nosso jardim


Todos os dias Maria acorda, pega o ônibus para o trabalho no ponto de ônibus na esquina de casa e segue para o trabalho. No trabalho cumpre a rotina de sempre e no final do dia pega o mesmo ônibus que a levou para o trabalho, desta vez no trajeto inverso, de volta para casa. Desce no ponto de ônibus na esquina oposta de onde embarcou pela manhã, e assim retorna para casa, já pensando na comida do jantar.

Janta, toma um banho, assiste à novela e vai se deitar. No dia seguinte, a mesma toada de sempre : se levanta, pega o mesmo ônibus para o trabalho, etc, etc, etc...

Seus dias têm sido assim há muitos anos, até que numa manhã algo lhe chamou a atenção : a vizinha que mora em frente à sua casa está cuidando de seu jardim, admirando as lindas rosas amarelas que floresceram e trazem um lindo colorido para sua casa. Na volta do trabalho, Maria passa em frente ao jardim, já que está do lado oposto à sua casa, e neste instante se encanta com o perfume das rosas amarelas.

Ela chega em casa e janta, toma banho, assiste à novela e vai se deitar, como em todos os outros dias. Mas neste dia ela sonha. Sonha que está num jardim cheio de rosas amarelas, lindas, perfumadas, que a convidam para dançar. E no sonho ela dança, rodopia, gira e se embriaga com tanto perfume.

No dia seguinte ela acorda, pega o ônibus para o trabalho, mas já tem algo diferente em sua mente. No seu horário de almoço, diferente de todos os outros horários de almoço que sempre foram iguais, procura uma floricultura e ao contrário do que poderíamos supor, não compra rosas amarelas e sim, se informa de onde encontrar as sementes e como cuidar de rosas.

Ao chegar em casa, não janta, não toma banho, não assiste a novela e não vai se deitar. Vai ao seu quintal, escolhe um vazo grande e velho, descascado, esquecido ali há anos, e o prepara para receber as rosas mais lindas que poderiam existir.

Nos dias seguintes, compra terra, semente, adubo, planta as rosas e conversa com seu vaso, que passou a ser seu grande confidente. Sabe que dali emergirá vida, perfume, cor, tudo o que faltava em sua vida. Entende a sutileza de se cuidar de um jardim, compreende que é capaz de cultivar lindas rosas se suas lindas rosas também forem cultivadas internamente. Percebe, enfim, que aprendeu com sua vizinha uma grande lição : somos nós que cultivamos e cuidamos do nosso jardim.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Quando damos um passo errado


Acontece na vida de todos nós. De repente, damos um passo errado e como consequência, perdemos algo precioso. Às vezes, pode ser um emprego. Um belo dia você se desentende com seu chefe e quando menos imagina, está demitido, em busca de novas oportunidades no mercado. Você estava bem no emprego, gostava do trabalho, dos seus colegas, dos desafios apresentados, mas por um descuido, acabou se desentendendo com o chefe e tudo se perdeu...

Outras vezes pode ser uma amizade que se perde. Aquele amigo não te ouviu bem, houve um mal entendido e vocês deixaram por isso mesmo. Não esclareceram as coisas, não buscaram aparar as arestas em nome de tantos anos de amizade e de repente você se vê sozinho (a), sem aquele ombro amigo, aquele amigo que te conhecia tão bem, que cresceu com você se foi....

Pode acontecer também de você dar um passo errado em seu relacionamento. Seja namoro, noivado ou casamento, você pode se deixar levar pelas tentações, quando o pacto do casal era o da fidelidade. E assim, num mau passo, num pequeno deslize, que pode não ter representado muita coisa pra você, você coloca o relacionamento em risco. A outra parte descobre, o relacionamento termina e você pode ficar com aquele amargo na boca, de quem só quis curtir e de repente percebe que se deu muito mal.

E ao término de cada uma destas experiências descritas acima, você se vê perdido (a), sem rumo, emocionalmente desestabilizado (a), pois não imaginava que o pior poderia acontecer. Ao perder o que lhe era caro, percebe que aquilo era muito mais precioso do que você pensava ou mesmo valorizava.

Se foi o emprego, se vê amargurado (a), porque gostava de trabalhar ali. Era um bom salário, um cargo decente, bons desafios... e emocionalmente você se deixou levar.... O mesmo com a amizade ou com o relacionamento que se foi : quando você se dá conta, percebe que seu emocional falou mais alto e você não mediu as consequências dos seus atos. E aí é tarde demais...

Independente da circunstância em que você deu o passo errado, o mais importante é se perdoar. Se perdoar porque falhou, pôs tudo a perder, não se deu conta de como aquilo era importante. Mas ainda assim você deve se perdoar, para poder seguir em frente, para poder dormir bem, para poder acreditar que novas oportunidades virão e serão mais valorizadas. Não se martirize, somos falíveis, erramos, caímos, erramos, caímos, aprendemos, erramos de novo, caímos, aprendemos mais uma vez. Assim é o ciclo da vida.

E após se perdoar, verifique o que você aprendeu com aquela experiência, reflita sobre suas falhas, sobre o que você gostaria e poderia mudar em suas atitudes e seu comportamento para que aquilo não mais se repita. Extraia o ensinamento daquela experiência. Pode ser que você não tenha mesmo chance de ter aquele emprego de volta ou mesmo de reatar naquele relacionamento, mas você amadureceu. Doeu e aprendeu, valorizou, mesmo que tardiamente, o que aquilo significou na sua vida. E sabe que vai continuar em frente em sua caminhada, simplesmente porque merece ser feliz !