Patrícia Camargo

Patrícia Camargo - Formação em Psicanálise Clínica com o Prof. Wilson Cerqueira, do Centro de Estudos em Psicanálise Clínica, filiado à Associação Brasileira de Psicanalistas Clínicos (ABPC).

Realiza atendimentos como Psicanalista Clínica em Sorocaba e Campinas.

Também trabalha há mais de 8 anos com Coaching de Vida e é especialista em Coaching Afetivo. É conciliadora da Justiça Federal e autora dos blogs Coaching & Psicanálise e Psicanálise Sorocaba.

Por que fazer Psicanálise ?
Porque em algum momento de nossas vidas sofremos traumas, sentimos mágoas, culpas, frustrações, perdemos o rumo, nos desconhecemos, buscamos ser melhores do que somos e sabemos que podemos ir além.

Geralmente, as pessoas não têm consciência das diversas causas que determinam seus comportamentos e suas emoções. Estas causas estão em nosso inconsciente, e através de um Processo Psicanalítico, é possível compreendermos por que agimos como agimos e como podemos ser pessoas melhores, mais equilibradas e conscientes de nossos atos e escolhas.

Através do método da Individuação desenvolvido por Jung, paciente e analista buscam juntos a resolução dos conflitos mediante sua re-significação, possibilitando a ampliação da consciência do paciente. Com a interpretação do material trazido pelo paciente, o Processo Psicanalítico possibilita o surgimento de novos caminhos e novas possibilidades para que o paciente tenha uma vida plena e feliz.

Contatos pelo e-mail psicanalise@patriciacamargo.com.br ou pelos celulares (15) 9 9855-2277 / (19) 9 9739-4019 (What´s app)


Link da matéria da TV Tem (Afiliada da Rede Globo em Sorocaba) em que Patrícia Camargo é entrevistada sobre como realizar seus sonhos :



quarta-feira, 26 de junho de 2019

Terapia de casal funciona ?


Atendo casais há mais de 10 anos. Geralmente um dos cônjuges me procura para perguntar sobre a terapia de casal. Em alguns casos, ambos querem vir. Em outros, somente uma das partes quer realmente fazer terapia, a outra viria por consideração ou às vezes obrigação. E acontece também de somente uma das partes querer vir, já lamentando porque a outra parte não quer. Como resolver esta questão ?

Acredito que seja muito importante que ambos queiram vir pra terapia de casal e esta é uma pergunta muito importante que faço antes de iniciarmos os trabalhos. Se uma das partes não quer vir, eu faço o trabalho com quem quer, pois vir obrigado à terapia não vai gerar bom resultado. Invisto então na terapia individual da parte que está interessada em resolver seus conflitos conjugais.

A terapia de casal é um espaço dos dois, é preciso que ambos queiram estar ali para o processo fluir, é preciso que ambos tenham o comprometimento com o trabalho e compreendam que estão ali para melhorar a relação, tendo humildade para admitir seus erros, omissões, teimosias, orgulhos e tudo o mais que existe numa relação a dois que gera conflito. 

Uma outra pergunta muito importante é se ambos têm o mesmo objetivo quando buscaram a terapia. Pode ser que um lado queira salvar o casamento e o outro não. Neste caso, também não há por quê dar prosseguimento ao atendimento do casal. A terapia não existe como ferramenta de convencimento. Ela propicia o auto conhecimento dos dois, o que exige humildade de ambas as 
partes para estarem ali.

Pode ser que ambos concordem em pôr fim à relação e neste caso procuram a terapia de casal para que o processo seja o menos traumático possível para todos os envolvidos, seja o próprio casal, seus filhos ou familiares próximos. Desejam romper com civilidade e bom senso a fim de preservarem uma relação que mesmo desfeita, ainda gerará muitos encontros por causa de seus filhos.

A terapia de casal é principalmente um lugar de escuta, não deveria ser um lugar de acusações, o que infelizmente também acontece. Dependendo da maturidade do casal, eles aproveitam aquele espaço para se colocarem, pois precisam ser ouvidos e compreendidos. Uma das maiores queixas de todos é a falha na comunicação, a distorção ou incompreensão do que é dito. Lacan já disse com sabedoria : “Você pode saber o que disse, mas nunca o que outro escutou”.

É muito comum acontecer na terapia de casal que um cônjuge diga algo que surpreende o outro. Isto acontece porque as pessoas pensam que conhecem as outras mas sempre há algo novo a ser descoberto. Por vezes fazem inferência, achando que sabem como o outro pensa e sente, e se espantam quando ouvem do próprio cônjuge que o motivo de sua insatisfação é bem diferente do que se supunha. 

Quando ambos vêm de coração aberto para a terapia de casal, um processo lindo acontece : um ouve melhor o outro, desenvolve a empatia, compreende os anseios de seu cônjuge e não raro, compreende melhor seus próprios anseios. Percebem que em nome de relação, podem ter se anulado. Em nome da família, priorizam os filhos e esquecem de si mesmos. Na rotina e no desgaste do dia a dia, não se conversam mais, há tempos deixaram de se ouvir e vão tocando em frente em nome de algo que um dia chamaram de amor. 

Com o decorrer da terapia, saem do seu egoísmo, relembram por quê se apaixonaram e como desejaram tanto estarem juntos em sua caminhada com o firme propósito de fazerem a outra parte feliz, mas que no decorrer dos anos, buscaram apenas sua própria felicidade.

Terapia de casal funciona quando ambos têm o propósito de crescer na relação, de perdoar e ser perdoado, de calçar os sapatos do outro para entender suas angústias e seus conflitos. É quando voltam a sonhar os mesmos sonhos, voltam a ter admiração mútua e conseguem agradecer ao cônjuge por sua parceria na caminhada chamada VIDA.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Relações abusivas


Pode acontecer assim : você conhece um cara bacana, bem humorado, bonito, carinhoso, que presta atenção em você, finalmente alguém que te olha e te admira. Você se apaixona quase que imediatamente, é seu príncipe encantado !

E um dia ele é áspero com você, fala num tom acima do usual. Passa um tempo, ele aparece sempre de cabeça quente. Mas ainda é carinhoso e ainda presta atenção em você. Depois ele começa a explodir, por algum motivo insignificante, ou quase sem motivo.... De repente ele está gritando com você por qualquer coisa. E você não sabe o que fez e tampouco sabe o que fazer, não quer perder aquele homem maravilhoso.

O próximo degrau é quando ele parte para a agressão verbal, quase ou literalmente te chama de burra, idiota, incompetente.... Num dia qualquer te empurra e você cai meio sem jeito no sofá. Da próxima vez já te empurra com mais força e você cai no chão. Mas ele ainda se preocupa com você, olha pra você ! E sutilmente aquilo que era atenção, vira obsessão. O cuidado dele em saber que horas você chega vira controle. Aos poucos você não se encontra mais com suas amigas, não faz mais nenhum programa sem ele. Ele vai te sufocando, sufocando.... e você achando que é amor....

Um dia vem um tapa, um arranhão, uma desconfiança injustificada – e você se sente a pior das criaturas. E pode viver isto por meses, anos, décadas....

Relatos assim são de mulheres que viveram relações abusivas, que se viram tão envolvidas e tão apaixonadas que não se deram conta da gravidade da situação. Ao mínimo desejo de terminar aquela relação, são ameaçadas pelo parceiro. Porque uma coisa é fato : os homens são muito mais fortes que as mulheres, por isto intimidam, empurram, gritam, machucam, não só emocionalmente como fisicamente, podem chegar ao estupro, podem chegar ao ato extremo de matar.

Portanto, preste atenção em suas relações. Se não for com seu parceiro, pode ser com uma amiga, que demanda tanto de você que te sufoca. Pode também ser com seus pais, em nome de terem lhe criado e lhe dado tudo, te chantageiam e se vitimizam para que você seja de propriedade exclusiva deles, sem parceiros, sem amigos, sem atividades fora de casa. 

Mas para toda e qualquer situação assim ou semelhante, há uma pessoa bem forte dentro de você mesma, que muitas vezes não sabe a força que tem, até que sua única opção é ser forte e se posicionar. 

Se você se encontrar numa situação parecida com estas, saiba que muitos podem te ajudar : psicólogos, psicanalistas, grupos de apoio, ONGs, assistentes sociais, psiquiatras. Todos podem te levar a descobrir o que você pode ter se esquecido : que é muito importante termos amor próprio, que o amor se conquista e não se exige, que relações saudáveis existem e que tudo o que foi exposto aqui não é normal.