Patrícia Camargo

Patrícia Camargo - Formação em Psicanálise Clínica com o Prof. Wilson Cerqueira, do Centro de Estudos em Psicanálise Clínica, filiado à Associação Brasileira de Psicanalistas Clínicos (ABPC). Fez Pós Graduação em Psicologia Junguiana no IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa em São Paulo.

Realiza atendimentos como Psicanalista Clínica em Sorocaba e Campinas e também online.

Também trabalha há mais de 15 anos com Coaching de Vida e é especialista em Coaching Afetivo. É conciliadora da Justiça Federal e autora dos blogs Coaching & Psicanálise e Psicanálise Sorocaba.

Por que fazer Psicanálise ?
Porque em algum momento de nossas vidas sofremos traumas, sentimos mágoas, culpas, frustrações, perdemos o rumo, nos desconhecemos, buscamos ser melhores do que somos e sabemos que podemos ir além.

Geralmente, as pessoas não têm consciência das diversas causas que determinam seus comportamentos e suas emoções. Estas causas estão em nosso inconsciente, e através de um Processo Psicanalítico, é possível compreendermos por que agimos como agimos e como podemos ser pessoas melhores, mais equilibradas e conscientes de nossos atos e escolhas.

Através do método da Individuação desenvolvido por Jung, paciente e analista buscam juntos a resolução dos conflitos mediante sua re-significação, possibilitando a ampliação da consciência do paciente. Com a interpretação do material trazido pelo paciente, o Processo Psicanalítico possibilita o surgimento de novos caminhos e novas possibilidades para que o paciente tenha uma vida plena e feliz.

Contatos pelo e-mail psicanalise@patriciacamargo.com.br ou pelos celulares (15) 9 9855-2277 / (19) 9 9739-4019 (What´s app)


Link da matéria da TV Tem (Afiliada da Rede Globo em Sorocaba) em que Patrícia Camargo é entrevistada sobre como realizar seus sonhos :



sábado, 23 de abril de 2016

Somos nós que cuidamos do nosso jardim


Todos os dias Maria acorda, pega o ônibus para o trabalho no ponto de ônibus na esquina de casa e segue para o trabalho. No trabalho cumpre a rotina de sempre e no final do dia pega o mesmo ônibus que a levou para o trabalho, desta vez no trajeto inverso, de volta para casa. Desce no ponto de ônibus na esquina oposta de onde embarcou pela manhã, e assim retorna para casa, já pensando na comida do jantar.

Janta, toma um banho, assiste à novela e vai se deitar. No dia seguinte, a mesma toada de sempre : se levanta, pega o mesmo ônibus para o trabalho, etc, etc, etc...

Seus dias têm sido assim há muitos anos, até que numa manhã algo lhe chamou a atenção : a vizinha que mora em frente à sua casa está cuidando de seu jardim, admirando as lindas rosas amarelas que floresceram e trazem um lindo colorido para sua casa. Na volta do trabalho, Maria passa em frente ao jardim, já que está do lado oposto à sua casa, e neste instante se encanta com o perfume das rosas amarelas.

Ela chega em casa e janta, toma banho, assiste à novela e vai se deitar, como em todos os outros dias. Mas neste dia ela sonha. Sonha que está num jardim cheio de rosas amarelas, lindas, perfumadas, que a convidam para dançar. E no sonho ela dança, rodopia, gira e se embriaga com tanto perfume.

No dia seguinte ela acorda, pega o ônibus para o trabalho, mas já tem algo diferente em sua mente. No seu horário de almoço, diferente de todos os outros horários de almoço que sempre foram iguais, procura uma floricultura e ao contrário do que poderíamos supor, não compra rosas amarelas e sim, se informa de onde encontrar as sementes e como cuidar de rosas.

Ao chegar em casa, não janta, não toma banho, não assiste a novela e não vai se deitar. Vai ao seu quintal, escolhe um vazo grande e velho, descascado, esquecido ali há anos, e o prepara para receber as rosas mais lindas que poderiam existir.

Nos dias seguintes, compra terra, semente, adubo, planta as rosas e conversa com seu vaso, que passou a ser seu grande confidente. Sabe que dali emergirá vida, perfume, cor, tudo o que faltava em sua vida. Entende a sutileza de se cuidar de um jardim, compreende que é capaz de cultivar lindas rosas se suas lindas rosas também forem cultivadas internamente. Percebe, enfim, que aprendeu com sua vizinha uma grande lição : somos nós que cultivamos e cuidamos do nosso jardim.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Quando damos um passo errado


Acontece na vida de todos nós. De repente, damos um passo errado e como consequência, perdemos algo precioso. Às vezes, pode ser um emprego. Um belo dia você se desentende com seu chefe e quando menos imagina, está demitido, em busca de novas oportunidades no mercado. Você estava bem no emprego, gostava do trabalho, dos seus colegas, dos desafios apresentados, mas por um descuido, acabou se desentendendo com o chefe e tudo se perdeu...

Outras vezes pode ser uma amizade que se perde. Aquele amigo não te ouviu bem, houve um mal entendido e vocês deixaram por isso mesmo. Não esclareceram as coisas, não buscaram aparar as arestas em nome de tantos anos de amizade e de repente você se vê sozinho (a), sem aquele ombro amigo, aquele amigo que te conhecia tão bem, que cresceu com você se foi....

Pode acontecer também de você dar um passo errado em seu relacionamento. Seja namoro, noivado ou casamento, você pode se deixar levar pelas tentações, quando o pacto do casal era o da fidelidade. E assim, num mau passo, num pequeno deslize, que pode não ter representado muita coisa pra você, você coloca o relacionamento em risco. A outra parte descobre, o relacionamento termina e você pode ficar com aquele amargo na boca, de quem só quis curtir e de repente percebe que se deu muito mal.

E ao término de cada uma destas experiências descritas acima, você se vê perdido (a), sem rumo, emocionalmente desestabilizado (a), pois não imaginava que o pior poderia acontecer. Ao perder o que lhe era caro, percebe que aquilo era muito mais precioso do que você pensava ou mesmo valorizava.

Se foi o emprego, se vê amargurado (a), porque gostava de trabalhar ali. Era um bom salário, um cargo decente, bons desafios... e emocionalmente você se deixou levar.... O mesmo com a amizade ou com o relacionamento que se foi : quando você se dá conta, percebe que seu emocional falou mais alto e você não mediu as consequências dos seus atos. E aí é tarde demais...

Independente da circunstância em que você deu o passo errado, o mais importante é se perdoar. Se perdoar porque falhou, pôs tudo a perder, não se deu conta de como aquilo era importante. Mas ainda assim você deve se perdoar, para poder seguir em frente, para poder dormir bem, para poder acreditar que novas oportunidades virão e serão mais valorizadas. Não se martirize, somos falíveis, erramos, caímos, erramos, caímos, aprendemos, erramos de novo, caímos, aprendemos mais uma vez. Assim é o ciclo da vida.

E após se perdoar, verifique o que você aprendeu com aquela experiência, reflita sobre suas falhas, sobre o que você gostaria e poderia mudar em suas atitudes e seu comportamento para que aquilo não mais se repita. Extraia o ensinamento daquela experiência. Pode ser que você não tenha mesmo chance de ter aquele emprego de volta ou mesmo de reatar naquele relacionamento, mas você amadureceu. Doeu e aprendeu, valorizou, mesmo que tardiamente, o que aquilo significou na sua vida. E sabe que vai continuar em frente em sua caminhada, simplesmente porque merece ser feliz !

quarta-feira, 23 de março de 2016

Conhece-te a ti mesmo


Nos meios atendimentos em Psicanálise Clínica encontro diversos tipos de pacientes. Alguns vêm muito abertos, conscientes do que procuram, muitas vezes angustiados e em busca de uma ajuda para enfrentarem suas dificuldades. Outros nem tanto. Chegam buscando ajuda, mas ao mesmo tempo em que têm consciência de que uma ajuda é necessária, chegam defendidos, com pouca abertura para ouvirem verdades muitas vezes inconvenientes, e outras vezes com pouca disposição para se deixarem analisar, para que as origens do problema venham à tona e sejam identificáveis. 

Nosso inconsciente é poderoso. Podemos dizer que estamos dispostos a resolvermos o problema, quando na verdade estamos apenas racionalizando, que num conceito simplista, seria inventar uma desculpa que mascara o que de fato está acontecendo.

Encontro pessoas que dizem estar tudo bem quando na verdade estão desmoronando por dentro. Isto elas não podem aceitar, embora aceitem de bom grado que buscaram ajuda na Psicanálise e por isso já deram o primeiro passo para a solução do problema.

É muito difícil olharmos para nós mesmos, admitirmos nossos erros, constatarmos que às vezes somos mais cruéis do que deveríamos, especialmente conosco. Também é muito difícil pedirmos perdão, aceitarmos a nossa culpa por algo que nem sempre tínhamos a intenção de fazer mas fizemos. E fizemos por quê ? Porque nosso inconsciente é mais poderoso do que pensamos, porque dizemos sim quando na verdade queríamos dizer não.

Existem algumas portas para nosso inconsciente : o sonho é uma delas, e uma porta muito rica, por sinal. Ali, realizamos o que reprimimos e recalcamos, nos permitimos prazeres e desejos ocultos. Por vezes colocamos outra pessoa em nosso lugar no sonho, e esta pessoa realiza tudo o que gostaríamos mas não conseguimos realizar. É um truque, como bem sabem os psicanalistas.

Outra porta para o inconsciente são os atos falhos. Um amigo pode nos pedir um dinheiro emprestado e prontamente o ajudamos lhe entregando um cheque. Um cheque que não é compensado no banco, porque “sem percebermos” , foi preenchido com a data do ano anterior. Então será que estávamos mesmo dispostos a emprestar-lhe o dinheiro ?

Outra porta para acessarmos o inconsciente são desenhos, os mais famosos são os testes da árvore, da casa, da família.... Existem também outros métodos, como o teste de Rorschach, mais conhecido como "teste do borrão de tinta", em que cada um interpreta o que entende que é aquele desenho.

O Processo Psicanalítico é muito rico, temos um inconsciente a ser desvendado, uma riqueza interior oculta que merece ser trazida à luz para que compreendamos melhor quem somos, por que nos incomodamos com alguns fatos ou pessoas, por que algumas situações nos dão prazer, por que ainda não vencemos nosso maior inimigo. Quem ? Nós mesmos. Como bem nos lembrou Sócrates : “Conhece-te a ti mesmo, torna-te consciente de tua ignorância e serás sábio”.

quinta-feira, 10 de março de 2016

O melhor caminho é sempre o caminho mais difícil


Diariamente nos deparamos com situações em que somos testados. Somos testados se somos honestos, corretos, íntegros, se temos força de vontade, se queremos de fato alguma coisa, se aquilo pelo que lutamos vale à pena, se engolir sapo é a melhor atitude naquele momento, se temos garra e convicção.

Difícil sabermos com certeza qual é a melhor hora para falar e qual a melhor hora para calar. Difícil impormos nossa vontade quando tantas pessoas estão envolvidas. Difícil também é sermos flexíveis e admitirmos que a idéia do outro pode ser melhor do que a nossa, que fazer diferente também é uma outra alternativa, que resultados melhores podem surgir de maneiras que nunca tínhamos pensado antes.

Se você tem dificuldades no seu relacionamento, não é mais fácil sair de fininho do que conversar ? Se seu chefe não valoriza seu trabalho, não é mais fácil tentar mudar de departamento ou de empresa ? Se não deu tempo para estudar, não é mais fácil colar do que tirar um zero ? Se não gostamos de alguém, não é mais fácil evitar o convívio do que termos que ter um sorriso no rosto para disfarçarmos a situação ?

O fato é que o caminho mais fácil não é o melhor caminho. Pode ser o melhor caminho para quem quer fugir do problema, para quem não tem coragem de enfrentar a situação, para quem prefere deixar tudo como está do que resolver a questão.

O melhor caminho é sempre o mais difícil, pois vai exigir de você humildade, paciência, por vezes resignação, e nem sempre temos estas qualidades à disposição ou estamos dispostos a tê-las. 

O outro teve uma idéia melhor do que a sua ? Parabéns pra ele ! Que tal aprender com ele o que você não tinha enxergado ? Seu marido está errado e também estressado ? Talvez seja mais prudente deixar passar desta vez, mesmo ele estando errado. Uma melhor hora para o diálogo chegará mais adiante. Seu chefe não te valoriza ? De quem é o problema, seu ou dele ? Ele merece ter você em sua equipe ? Ou talvez mereça te perder para outra empresa ? O que você tem aprendido com ele ? Não deu pra estudar ? Um zero pode ser motivador para você se programar melhor, para você definir com clareza quais são as suas prioridades. Você quer tomar café. Vai deixar de tomar porque aquele colega de trabalho que você não gosta está no cafezinho também ?

Seja livre, faça o certo, seja você ! O melhor caminho é sempre o mais difícil porque vai fazer você se aprimorar. Escolhendo o caminho mais difícil, você tem a chance de se lapidar, de ser melhor do que você foi ontem, de desenvolver a paciência, a humildade, a garra que eventualmente podem estar lhe faltando.

O caminho mais difícil é também o mais recompensador. Não tem preço olhar para trás e dizer : venci ! Me aprimorei, hoje sou melhor do que ontem, aprendi que estou evoluindo, que o caminho é doloroso mas que me fará vencedor ! 

sábado, 5 de março de 2016

Palestra : O que faz sua vida valer a pena ?



Na manhã deste sábado, 05/03, atendendo a um convite da Alumni Sorocaba, ministrei uma palestra sobre auto conhecimento no Centro Cultural Brasil Estados Unidos. Com o título "O que faz sua vida valer a pena", a palestra contou com a participação de jovens e adultos que foram convidados a refletir sobre este tema tão interessante. Agradeço pelo convite e pela oportunidade !

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Vencendo a tentação


Acontece com todo mundo : um dia você se vê tentado a fazer algo que não deveria fazer. Pode ser comer um pedaço de bolo estando de dieta, pode ser deixar de dar um ombro amigo a quem precisa porque você prefere sair pra balada. Pode ser trair o (a) parceiro (a) porque está desejando um encontro maravilhoso com um(a) colega de trabalho, ou mesmo comprar algo que não pode e fazer uma dívida desnecessária.

Todos nós já nos vimos em situações assim... Na maioria das vezes, sabemos o que é certo e o que é errado e sabemos que este certo e errado parte de nós mesmos, dos valores que adquirimos e prezamos. Mas..... e agora ? O que fazer com esta tentação ?

Se você cair em tentação e por exemplo, comprar mais do que podia, gastando o dinheiro que não tem, logo sentirá culpa. A fatura do cartão de crédito certamente chegará, você vai ter que pagar aquela conta. E quando estiver vivendo aquele conflito que a culpa traz, pensará : “que besteira que eu fiz ! O que comprei nem era tão importante assim....” Mas o mal já foi feito. Agora o que lhe resta além de pagar a conta, é ter maturidade para não agir por impulso novamente. 

Mas você pode também se enganar... Se for uma traição, por exemplo, pode pensar : “mas também ele (ela) bem que mereceu, há tempos não estamos bem e ele (ela) nem olha mais pra mim”. Ou então : “vai ser só uma vez, ninguém vai saber....”. Pois é, acreditamos na mentira que contamos para não sentirmos culpa, para agirmos aliviados porque o outro bem que mereceu. Sim, você pode agir desta forma e acreditar na mentira. Mas até quando ? Conseguirá ficar bem se olhando no espelho ? Seu corpo de alguma forma acusará uma culpa através de sentimentos de angústia e tensões emocionais.

E no caso de não cair em tentação, por quanto tempo você aguentará ? Aquele bolo está lá na vitrine todo dia. E você de dieta. E o bolo lá, todo dia na vitrine. E você passando ali todo dia. Até quando você vai resistir ? Será melhor mudar de caminho para não ver mais a vitrine com aquele bolo delicioso ? Mas mudar de caminho vai resolver ? Não existirão outros bolos e doces deliciosos em outras vitrines ?

A saída para estas questões é negociar. Negociar com quem ? Com você mesmo ! Procure entender o que te atrai naquela tentação. Por que é preciso comprar aquela Ferrari ? Por que mereço ? Porque quero desfilar de Ferrari na frente dos meus amigos ? Porque meu vizinho tem um Porsche e vive esfregando isso na minha cara ?

Perceber o que te atrai para a tentação é um bom começo. Outra questão importante para avaliar é : o que ganho com isso ? Será um prazer momentâneo ? Será que me privando disso hoje, neste momento, não terei um ganho maior lá na frente ? Como a realização deste desejo pode influenciar meu presente e meu futuro ? Se estivermos falando de um casamento, vale a pena trair e colocar em risco anos de uma relação sólida ? Se for uma amizade, vale a pena deixar hoje seu amigo na mão e esquecer o quanto ele te ajudou quando você precisou ?

Vale a pena fazer estas ponderações. Vale a pena fazer um exercício e se enxergar no futuro a partir da realização desta tentação. E vale a pena também, ao negociar com você mesmo, você perceber o quanto é forte, o quanto é capaz de tomar uma decisão madura, podendo apreciar os ganhos futuros. E não tem maior triunfo do que você se vencer. Experimente ! 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

A Auto estima ideal


De acordo com o dicionário, estima quer dizer apreço, consideração. Auto estima portanto, é o apreço que temos por nós mesmo. No dicionário : a aceitação que uma pessoa tem de si mesma. 

Interessante notar que quando se fala em auto estima, é muito comum propagarem a idéia de que devemos ter uma alta auto estima. E alta auto estima seria um grande apreço por nós mesmos, uma grande aceitação pela pessoa que somos. O contrário também tem seu paralelo : baixa auto estima seria pouco apreço por nós mesmos, baixa aceitação pela pessoa que somos.

Num primeiro momento, não há nada de errado com isto, mas analisando profundamente o conceito, quando temos um grande apreço por nós mesmos, podemos desenvolver a vaidade, o orgulho, a prepotência, a arrogância, pois o apreço é tão grande que podemos chegar a pensar que ninguém é tão bom quanto nós, desenvolvendo portanto um complexo de superioridade.

Na baixa auto estima, temos o complexo de inferioridade, quando temos tão pouca estima por nós mesmos que nos achamos um lixo, incapazes de realizar as coisas, incapazes de enxergar nosso próprio valor e consequentemente, capazes de nos vitimizarmos, pois qualquer um é melhor do que nós.

Se no caso da alta auto estima nos sentimos superiores e no caso de baixa auto estima nos sentimos inferiores, nada mais lógico do que concluir que a auto estima ideal é aquela estável, em que não nos julgamos nem melhores e nem piores que ninguém.

Claro que receber um elogio do chefe nos eleva a auto estima. Claro também que ao realizarmos nossas conquistas elevemos nossa auto estima e nos sentimos motivados para irmos além. O oposto também acontece quando somos ignorados ou menosprezados : nossa auto estima fica lá embaixo e nos sentimos mal.

Mas a sabedoria em ambos os casos, é sabermos de nosso valor e sabermos que as circunstâncias são passageiras, tanto para o bem quanto para o mal. Por isto, ao mantermos sempre uma auto estima estável, teremos o equilíbrio para apreciar uma conquista e voltarmos ao normal, ao nível estável, sem nos sentirmos melhores do que os outros e sem o risco de nos julgarmos superiores. Ao mesmo tempo, num revés da vida, numa adversidade que ainda não foi superada, teremos forças para sabermos que não é o fim do mundo, que somos muito mais do que aquela circunstância e que logo a sensação de fracasso vai passar e voltaremos ao nível estável de auto estima.

Quando nos damos conta de que somos feitos de pó de estrelas, facilmente percebemos que não somos melhores que ninguém. E quando nos damos conta de que já realizamos muito e podemos realizar muito mais, compreendemos que a tristeza de um momento de pouco sucesso logo ficará para trás. 

Quando nos conhecemos, temos sabedoria. Sabedoria para cultivarmos o melhor de nós e para aceitarmos que ainda temos muito o que aprender. O objetivo é importante, mas o trajeto para chegarmos lá é muito mais.