"Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta." - C. G. Jung "Haverá um dia em que deveremos deixar de ser as crianças que sempre fomos, deixar as ilusões de lado e encarar a vida hostil, tal qual ela se apresenta. A isso eu chamo de Educação para a Realidade”. - Freud
Patrícia Camargo
Patrícia Camargo - Formação em Psicanálise Clínica com o Prof. Wilson Cerqueira, do Centro de Estudos em Psicanálise Clínica, filiado à Associação Brasileira de Psicanalistas Clínicos (ABPC). Fez Pós Graduação em Psicologia Junguiana no IJEP - Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa em São Paulo.
Realiza atendimentos como Psicanalista Clínica em Sorocaba e Campinas e também online.
Também trabalha há mais de 15 anos com Coaching de Vida e é especialista em Coaching Afetivo. É conciliadora da Justiça Federal e autora dos blogs Coaching & Psicanálise e Psicanálise Sorocaba.
Por que fazer Psicanálise ?
Porque em algum momento de nossas vidas sofremos traumas, sentimos mágoas, culpas, frustrações, perdemos o rumo, nos desconhecemos, buscamos ser melhores do que somos e sabemos que podemos ir além.
Geralmente, as pessoas não têm consciência das diversas causas que determinam seus comportamentos e suas emoções. Estas causas estão em nosso inconsciente, e através de um Processo Psicanalítico, é possível compreendermos por que agimos como agimos e como podemos ser pessoas melhores, mais equilibradas e conscientes de nossos atos e escolhas.
Através do método da Individuação desenvolvido por Jung, paciente e analista buscam juntos a resolução dos conflitos mediante sua re-significação, possibilitando a ampliação da consciência do paciente. Com a interpretação do material trazido pelo paciente, o Processo Psicanalítico possibilita o surgimento de novos caminhos e novas possibilidades para que o paciente tenha uma vida plena e feliz.
Contatos pelo e-mail psicanalise@patriciacamargo.com.br ou pelos celulares (15) 9 9855-2277 / (19) 9 9739-4019 (What´s app)
Link da matéria da TV Tem (Afiliada da Rede Globo em Sorocaba) em que Patrícia Camargo é entrevistada sobre como realizar seus sonhos :
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
sábado, 19 de dezembro de 2015
Feliz Natal ! Feliz 2016 !
“Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade.” Miguel Torga
Feliz Natal ! Feliz 2016 !
domingo, 22 de novembro de 2015
A diferença entre Coaching e Processo Terapeutico - por Marcos Wunderlich
Frequentemente recebo questionamentos que se repetem, então decidi compartilhar alguns aqui, pois podem contribuir para o cotidiano de vocês. Recentemente recebemos a seguinte dúvida: Faço análise há 2 anos, mas também gostaria de uma ferramenta que me ajudasse a ser mais assertiva nas minhas decisões, pois trabalho e dou o máximo de mim, poróm não consigo atingir a remuneração almejada e fico extremamente abalada ao ver pares crescendo e eu não. Poderia me contar brevemente a diferença entre Coaching e Processo Terapêutico?
Para entender a diferença entre Coaching e processos terapêuticos é preciso esclarecer os conceitos de psicoterapia e terapia. As psicoterapias são exercidas por profissionais das áreas de psicologia, psiquiatria e psicopedagogia. Já as terapias podem ser realizadas de diferentes formas, como exercícios físicos, caminhadas, massagens, meditação, yoga, dinâmicas de grupo, cultivo pessoal, aconselhamento, entre outras.
Coaching não é um processo psicoterapêutico, mas pode ser terapêutico quando o Coachee vai adquirindo bem estar e qualidade de vida ao se desenvolver pessoal e profissionalmente. O próprio encontro entre o Coach e o Coachee é terapêutico, na medida em que ambos se beneficiam pela troca humana.
O Coaching não é tão profundo como uma psicoterapia, pois seu foco está nas questões atuais, na assertividade, gestão de carreira e perspectivas futuras do Coachee, e não considera traumas passados ou outras situações que possam se refletir no decorrer das nossas vidas.
Como Coach, às vezes encaminho ou aconselho meus Coachees para que façam também psicoterapia ou outras terapias, seja simultaneamente ou após um intervalo no processo de Coaching. Os psicoterapeutas formados em Coaching pelo Instituto Holos são orientados a não aplicar as duas metodologias simultaneamente na mesma pessoa. Um cliente que deseja fazer psicoterapia simultaneamente ao Coaching deve buscar profissionais diferentes para cada atividade.
No seu caso específico, sugiro a aplicação das duas metodologias simultaneamente, pois você tem demandas de soluções imediatas e rápidas. Mas é importante ter em mente que o Coaching não é a solução para todas as dificuldades da vida. Nós não temos controle de tudo, apenas fazemos parte do fluxo da vida e nem sempre as coisas ocorrem como desejamos.
Por maior que seja o esforço, pensamento positivo, programação mental, milhares de sessões de Coaching que façamos não nos darão nenhuma garantia de obter o que desejamos. Se conseguirmos, também não há nenhuma certeza de manter tal satisfação em longo prazo, já que é da natureza do ser humano em pouco tempo desejar novos objetivos, traçar novas metas e cair na armadilha de projetar a felicidade no futuro, esquecendo-se que só se pode ser feliz agora, independente de qualquer situação externa. Para entender bem este conceito, sugiro que assista ao filme “O poder além da vida”, com Nick Nolte.
Cada um de nós é um ser único. Ao nos compararmos com outras pessoas, tendemos a criar sentimentos negativos, sejam de inferioridade ou superioridade, como o orgulho ou a inveja (marcas mentais chamadas de venenos da mente). Tente assumir a sua própria vida como ela é e seguir seu próprio rumo. Sentir satisfação e agradecer pelo que ela te proporciona lhe ajudará a se sentir sempre feliz e satisfeito. Continue almejando coisas boas, independente de consegui-las ou não, e lembre-se que você sempre é uma pessoa especial e maravilhosa, em qualquer circunstância.
Boa sorte!
Abraços,
Marcos Wunderlich
domingo, 1 de novembro de 2015
Whiplash : Em busca da perfeição
Quando esteve em cartaz nos cinemas do Brasil, o filme "Whiplash : Em busca da perfeição" chamou pouca atenção. Pessoas envolvidas com jazz e ouvintes de boa música provavelmente aguardaram por sua estréia. Mas numa temporada em que concorria com excelentes filmes como "Birdman", "A Teoria de tudo", "Boyhood" e "Para sempre Alice", para muita gente passou desapercebido. Atualmente passando no canal HBO, é uma excelente oportunidade ao expectador que perdeu sua exibição nos cinemas, de apreciá-lo agora em sua casa. Porque é um grande filme e expõe com maestria até que ponto o ser humano pode chegar para atingir seus objetivos.
Temos um baterista dedicado, que sempre sonhou em ser o melhor e para isto, pouco se importa em fazer amigos, investir num relacionamento afetivo ou mesmo cultivar amizades entre os outros músicos que também se sujeitam a tudo para brilhar. Do outro lado, temos um maestro obstinado, que pouco se importa com o respeito ao próximo e que faz da humilhação, constrangimento e exposição dos seus alunos, a válvula motivadora para que eles busquem sempre mais - a perfeição - como o título do filme já sugere.
No decorrer do filme, vemos ensaios exaustivos, humilhações constantes, raiva, rivalidade, sangue, suor e lágrimas, tudo ao extremo, em busca do grande reconhecimento.
Não posso falar mais, para não estragar a surpresa do filme, mas a cena em que o maestro explica ao baterista que age como age porque se assim não o fizesse, não inspiraria o aparecimento de um novo talento, assim como aconteceu com Charlie Parker, é esclarecedora. E a cena final, quando ambos demonstram sua natureza já conhecida por nós expectadores, e a levam ao extremo, é de uma inteligência deliciosa, fecha o filme com chave de outro, vale o ingresso, como dizemos. Porque nos leva a uma reflexão profunda sobre a natureza de cada um, sobre nossas expectativas, sobre o que estamos fazendo com nossas vidas.
Será que sabemos o que queremos ? Será que estamos dispostos a tudo para sermos os melhores ? Será que sabemos em quê somos bons ? Será que temos inteligência para driblarmos as adversidades, especialmente quando elas surgem de pessoas mal intencionadas que provavelmente só querem nos colocar em situações limites e que podem nos levar a desistir de nossos sonhos ? Também por isto o filme é bom : porque é uma aula de auto conhecimento. E porque as músicas de jazz são o grande complemento para um filme ao mesmo tempo simples e complexo.
E vale lembrar : J. K. Simmons ganhou o Oscar merecido por melhor ator coadjuvante !
sábado, 24 de outubro de 2015
Psicanalista Ana Laura Giongo, sobre "Divertida Mente": de dentro para fora
Divertida Mente, a mais nova animação da Pixar, tem por título original Inside Out. Se fosse assim traduzido, teríamos uma pista mais precisa do que vamos assistir: uma visão de "dentro para fora", ou "ao avesso", do que se passa na mente. É uma animação infantil por ser dirigida aos pequenos, mas que, com seu argumento consistente – baseado em conceitos das neurociências e da psicanálise –, também toca profundamente os adultos, que podem se remeter à experiência "infantil" que deu forma a suas vidas.
O filme coloca em cena, de modo colorido e preciso, o trabalho de inscrição das memórias que vêm a constituir nossa estrutura psíquica. No universo retratado, a mente de Riley, uma menina de 11 anos, vai se compondo a partir das experiências vividas e das marcas que as mesmas vão deixando. No comando de sua mente – e na de todos ao seu redor –, estão cinco sentimentos: Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Repulsa. Cada experiência pode ser armazenada como "traço de memória" num destes registros. Algumas memórias, mais preciosas, transformam-se em "memórias-base", definidoras do psiquismo. Outras são diluídas no tempo, assim como algumas "memórias perigosas" vão para um lugar ao qual não se tem acesso: o "subconsciente".
Na infância de Riley se formam "ilhas de lembranças", estruturas que sustentam sua personalidade e que, por circunstâncias da vida, na passagem da infância à adolescência, são abaladas e precisam ser reinventadas, reconstruídas.
No filme, a Alegria tenta garantir um destino que exclua as memórias tristes e acaba por produzir uma confusão de sentimentos. A relação entre Alegria e Tristeza retrata a forma como nossa cultura lida com a tristeza: ela tem que ficar "presa", é inútil e incômoda. Assim, uma das riquezas do filme é dar à tristeza um lugar de valor: um sentimento necessário, que permite refletir e dar sentido à experiência vivida.
Acima de tudo, Divertida Mente captura as crianças por cumprir uma função importante da ficção na infância: dar nome e consistência àquilo que não se consegue colocar em palavras. Assistir a um ataque de birra de "dentro para fora" permite identificar o sentimento que está no fundo desta cena.
O sucesso do filme se mede pelos efeitos nas crianças. Escutei de algumas delas perguntas sobre se os adultos também sentem medo, reflexões sobre que sentimento estaria "no comando" em alguns momentos e, inclusive, a criação de outro "personagem-sentimento", quando uma menina disse que inventaria a Dúvida para a sua mente. Ao retratar a mente de "dentro para fora", o filme abre – para crianças e adultos – janelas para dentro.
* Psicanalista, membro da Associação Psicanalítica de Porto Alegre
domingo, 11 de outubro de 2015
Programa de Ponta a Ponta sobre Sonhos - TV Tem Sorocaba - 10/10/2015
Patrícia Camargo foi entrevistada para o programa "De ponta a ponta" da TV Tem - afiliada da Rede Globo em Sorocaba - e dá dicas de como transformar o sonho em realidade :
http://gshow.globo.com/TV-Tem/De-Ponta-a-Ponta/noticia/2015/10/voce-sabe-como-realizar-seu-sonho.html
sábado, 10 de outubro de 2015
Oração da Felicidade - Papa Francisco
Não chore pelo que você perdeu,
lute pelo que você tem.
Não chore pelo que está morto,
lute por aquilo que nasceu em você.
Não chore por quem te abandonou,
lute por quem está a seu lado.
Não chore por quem te odeia,
lute por quem te quer feliz.
Não chore pelo teu passado,
lute pelo teu presente.
Não chore pelo teu sofrimento,
lute pela tua felicidade.
Não é fácil ser feliz,
temos que abrir mão de várias coisas,
fazer escolhas e ter coragem de assumir
ônus e bônus para ser feliz.
Com o tempo vamos aprendendo
que nada é impossível de solucionar,
apenas siga adiante com quem quer
e luta para estar com você.
Se engana quem acha que a riqueza e o status atraem a inveja…
as pessoas invejam mesmo é o sorriso fácil,
a luz própria,
a felicidade simples e sincera
e a paz interior…
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